sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Gota a gota

Gota a gota

 

Postada originalmente em 30/01/2008 às 15h08.
Não é necessário pedir que eu me cale.
As palavras já escapam frágeis,
são apenas gemidos vertidos como lágrimas.

Selvagemente ferida,
carrego uma adaga cravada no coração.
Sou ridícula por tentar verbalizar
sentimentos sem qualquer tradução.

A contagem regressiva já começou:
Até a última gota
nesta ampulheta sangrenta.

O tempo de um devaneio.
Senti a lâmina gélida
e sei que ardeu.

Agonizando espedaçada e solitária
até a última gota de sangue.

 

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