domingo, 13 de julho de 2014

A fábula do grelo feliz

Originalmente postada 04 de Janeiro de 2009

Uma história sobre siririca e sexo oral

Era uma vez uma garota chamada Lili. Lili se masturbava todos os dias. Nenhum rapaz jamais a tocara, e ela tinha muita curiosidade a respeito de sexo. Ela não sabia como era uma relação sexual, nem sabia que o nome do que sentia era orgasmo. Acreditava ingenuamente que se sozinha era tão bom, acompanhada seria muito melhor.

O tempo foi passando, e a garota foi se tornando mulher. Os rapazes já estavam prestando atenção nela. Ansiosa por descobrir os milagres do amor físico, Lili começou a namorar Fefê.
Fefê era o rapaz mais bonito da escola;. Ele adorava exibir o amor de Lili para seus amigos, principalmente porque eles a desejavam.

Quando o casal adolescente resolveu começar a vida sexual, Lili estava muito animada. Contudo, ela não conheceu nenhum orgasmo na ocasião. Fefê sequer tocou seu clitóris ou sua vagina com os dedos. Apenas colocou a pontinha da língua, mas não do jeito certo. Como se o clitóris fosse um picolé gelado, ele fez movimentos rápidos parecendo língua de cascavel. Lili sentiu até um pouco de dor no momento da penetração, mas seu amado disse que era normal, e ela deveria agüentar. Ele gozou, mas ela não.

As relações sexuais foram acontecendo e nenhum orgasmo para a pobre Lili. Fefê, cada vez menos preocupado com ela, simplesmente se apoiava sobre seu corpo e a penetrava de uma vez, gozando 30 segundos depois. Infeliz, porém apaixonada, Lili dizia a Fefê que demorava pra gozar, mas ele nunca tomava uma atitude.

Um dia a moça, agora universitária, andava pela faculdade quando viu um rapaz tocando gaita. Ele tocava uma canção do Bob Dylan que Lili adorava. Os dois jovens começaram a conversar, e o desejo foi tomando conta de seus corpos. O músico então convidou Lili para conhecer seu apartamento, onde tinha outros instrumentos guardados.

Lili aceitou, e, embora ainda gostasse de Fefê, permitiu que o músico tocasse seu corpo como fazia com seu violão. Suas mãos habilmente tocaram o clitóris de Lili, que gemeu encantada em seus braços. Os encontros entre os dois se tornaram constantes, nos quais o músico também mergulhava a cabeça entre as pernas de Lili, proporcionando-lhe orgasmos intensos. 

Depois de um mês, Fefê foi dispensado. Com o orgulho ferido, descobriu que havia sido "traído" várias vezes por sua namorada. E ele acreditava que jamais a perderia, já que era tão bonito.

Moral da história: preocupação com o orgasmo da namorada evita o nascimento de chifres na testa dos rapazes.

2 comentários:

  1. "Moral da história: preocupação com o orgasmo da namorada evita o nascimento de chifres na testa dos rapazes"
    Eu só complementaria com um: "... e das mulheres também", rsrsrsrs!!! (apesar de que as mulheres que se envolvem com parceiras do mesmo sexo tem isso como objetivo, diferente dos rapazes, certo?)

    Muito bom o texto!

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    1. Acredito que, como a relação sexual entre mulheres é diferente, imagino que seja mais difícil que se estabeleça uma relação tão exploratória. A relação entre duas mulheres acaba envolvendo mais troca, mas é claro que é possível que apenas uma tenha prazer, e a outra não. Mas o conto foi escrito tendo em mente um padrão muito comum entre casais héteros, por isso não incluí essa observação.

      Obrigada e abraços!

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