domingo, 17 de abril de 2016

Sobre a direita e os novos rumos

Sabe, a direita não é uma coisa abstrata. A direita é aquela gente com camiseta da CBF enrolada na bandeira do Brasil (ufanismo babaca). Sempre foi a direita que elegeu (e reelegeu) merdas como Ademar de Barros, Maluf, Covas, Alckmin, Collor, FHC, Quércia, Fleury, etc.

A direita sabe que os partidos com mais denúncias de corrupção são DEM, PMDB e PSDB. Mas ela quer destruir o PT porque quer destruir a esquerda e todos os avanços. Estamos num ponto crítico para o capitalismo.

Quando Hitler estabeleceu o nazismo na Alemanha, ele fez isso destruindo o partido da social democracia, o PT de lá (além de todos sindicatos). Sabe por quê? Porque era o maior partido de esquerda, ainda que o mais moderado. O que estamos enfrentando agora no Brasil não é uma simples tentativa de golpe, mas uma mudança no regime.

A direita vem tentando destruir o PT através da desmoralização espetaculizada há tempos. Daqui por diante, só podemos esperar um recrudescimento do golpe por parte das instituições de poder. Talvez restrições ao número de partidos políticos para que não haja esquerda, ou a mudança de voto universal para distrital, a tentativa de implementar o parlamentarismo... De todo modo, o resultado será uma forma de tirar o poder das classes mais pobres e tornar inabalável a manutenção do status quo.

Com relação aos direitos das mulheres e minorias, só podemos esperar por retrocessos, claro. Esse é o momento para a esquerda se unir. Porque a direita já deixou bem claro que sabe se mobilizar para usar os poderes a seu modo.

Eu já testemunhei muita coisa ruim na política brasileira. Mas quando vi o filho do Bolsonaro enrolado na bandeira do meu estado e dizendo que votava pelos militares de 64, eu tive vontade de chorar. Eu sou paulistana nascida na Vila Clementino. Nunca senti tanta vergonha de SP como hoje.

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