sábado, 29 de julho de 2017

Trebbiano Ristorante - Café da manhã

 Resenha - Dois por Um

Com o auxílio do guia Dois por Um, tive a oportunidade de conhecer muitos lugares interessantes em São Paulo. Algumas experiências foram decepcionantes, mas o Trebbiano definitivamente não foi uma delas.

Um detalhe que me levou a escolher o lugar foi o fato de que o valor do bufê de café da manhã estava impresso na própria página do cupom (R$60,00 + 10% de serviço). Pode parecer algo sem importância, mas saber o valor previamente permite um melhor planejamento do passeio. Muitos estabelecimentos não deixam os valores do cardápio públicos no próprio site, o que é muito frustrante quando se deseja conhecer um restaurante.

Cardápio
Numa manhã de sábado, me dirigi ao L’Hotel Porto Bay (Alameda Campinas) animada com a expectativa de provar o café da manhã do Trebbiano. Chegando ao hotel, percebi que era um lugar frequentado por pessoas de elevado poder aquisitivo (o que eu não sou), mas decidi levar em frente a visita de qualquer forma.

Meu amigo e eu fomos muito bem recebidos pelo porteiro do hotel, que inclusive indicou o andar do Trebbiano. Só preciso fazer uma observação de que a utilização dos elevadores do hotel não é intuitiva para quem não é hóspede. Utilizar as escadas teria sido mais efetivo.

Chegando ao restaurante, fomos muito bem recebidos pela hostess, uma moça muito simpática, que perguntou qual era nosso quarto. Explicamos que estávamos com o livrinho "Dois por um", então ela nos disse que poderíamos escolher qualquer mesa. Também explicou que funcionários serviriam café e leite, além de pães de queijo e folhados de banana. 

Frutas, chá, pão de queijo e folhado de banana
Assim que sentamos, um funcionário muito atencioso perguntou se eu desejava café. Como não bebo café, perguntei se tinha chá. Ele perguntou qual tipo eu desejava; eu perguntei quais estavam disponíveis. Ele começou então a citar alguns: "preto, camomila, erva cidreira". Então eu perguntei se tinha algum sabor com frutas; ele respondeu que tinha de frutas vermelhas. Esse foi a minha escolha, que ele prometeu trazer logo. Como meu amigo bebe café, o funcionário alternou leite e café em sua xícara.  
Nós começamos a nos servir no bufê pelas frutas. A variedade é bem grande, mas nem todas estão no melhor ponto. Eu optei por melancia, melão, mamão, laranja e kiwi.  Algum tempo depois, chegou o bule com dois saquinhos de twinings pendurados. É um chá muito saboroso, e foi legal a ideia de preparar dois saquinhos, pois pude servir uma xícara para meu amigo também.  

Algum tempo depois que havíamos começado a refeição, um outro funcionário veio conversar com a gente. Ele parecia ser o maître, devido à preocupação em apresentar o restaurante. Ele falou novamente algumas informações que a hostess já havia passado, mas acrescentou que nós poderíamos pedir qualquer item do cardápio e que "estava tudo incluso". Foi um jeito elegante de dizer que os pedidos do cardápio não têm custo extra. Também explicou que os ovos mexidos do cardápio erma preparados com tomates, diferente dos já prontos no bufê.
Ovos beneditinos
As opções do cardápio eram: tapioca, mingau, waffle e torrada francesa. O cardápio contava também com vários pratos com ovos:  mexidos, cozidos, omeletes, pochês, fritos e beneditinos, incluindo opções sem gemas. 

Meu amigo e eu optamos por provar os ovos beneditinos, que vieram numa receita um pouco diferente. Dois ovos escalfados moles sobre duas torradas com molho holandês e queijo ralado.    

É gostoso, mas eu senti falta do presunto ou bacon. Também achei o toque de vinagre do molho holandês um pouco forte; eu tenho preferência pelo suco de limão. Mas comer ovos com a gema mole é um luxo muito especial para mim, então apreciei de qualquer forma.    

Voltando ao bufê para as opções de padaria, escolhi bolo de cenoura com cobertura de chocolate, muffin de blueberry (mirtilo) e brioche de frutas cristalizadas. Estavam perfeitos. 

Meu amigo optou por uma tigela mista de cereais, mas teve um problema para encontrar o leite integral no bufê. Havia apenas leite desnatado e "leite" de soja. Conversando com a hostess, ela perguntou se eu desejava leite frio ou quente e mandou servir diretamente à mesa.

No geral, a comida é muito bem feita. Contudo, apesar de tanta opção, eu senti falta de leite sem lactose, pois também não posso ingerir bebidas a base de soja. 

O atendimento também foi perfeito. Nenhuma discriminação pela utilização do livrinho e nenhuma surpresa na hora da conta (R$66,00 para duas pessoas na promoção do livrinho). Só recomendo chegar cedo para aproveitar bem, já que, nos finais de semana, às 11hs o bufê é retirado, e a cozinha é fechada. Mas os funcionários passam pelas mesas avisando alguns minutos antes.

O ambiente também é muito agradável, mas senti falta de algum lugar para deixar minha bolsa. As cadeiras são dum modelo que não tem nenhum tipo de gancho, então não é possível pendurar no assento. Como sentamos numa mesa para dois, acabamos deixando nossas bolsas no chão mesmo.     

Notas:

Ambiente: 90%
Atendimento: 100%
Comida: 90%
Preços: 50%

Trebbiano Ristorante - L’Hotel Porto Bay

Alameda Campinas, 266 (próximo à estação de metrô Trianon-Masp)

(11) 2183-0555 

café da manhã: R$60,00 + 10% de serviço por pessoa 
6h30 - 10h00 (06h30 - 11h00 - final de semana e feriados) 


almoço: 12h00 - 15h00, (13h00 - 15h00 - final de semana) 


jantar: 19h30 - 23h00 

Estacionamento cortesia para clientes do restaurante
  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Bolo do Bem - resenha

Em meio a uma tranquila rua dum bairro classe média, a Bolo do Bem oferece seus quitutes livres de glúten e lactose. O ambiente é despretensioso e delicadamente decorado, com paredes verdes, bonsais e objetos de cozinha coloridos. O estacionamento é um pouco estranho, pois não fica claro se a vaga é livre para clientes.

O espaço interno não é muito grande, mas não me pareceu que a proposta do lugar seja receber muita gente duma vez. Diante dum atendimento atencioso e sincero, é possível provar interessantes propostas duma culinária experimental, pensada em pessoas com restrições alimentares e/ou entusiastas de dietas alternativas.

Entre os salgados, provamos a coxinha de batata doce (R$5,00), a torta de frango (R$8,00) e a torta de palmito (R$8,00). O sabor era bom, mas a textura poderia melhorar. Nos três casos, as massas ficaram um pouco secas.
Torta de palmito

Quanto aos doces, o brigadeiro de biomassa (R$3,50) sabor chocolate é um pouco decepcionante. O sabor é bom, mas a textura é muito dura para um brigadeiro. Não compensa pelo preço, pois é bem pequeno.
Brigadeiros de biomassa
Os bolos gelados (R$18,00) são interessantes; consistem em fatias de bolo úmido cobertas por imitação de suspiro. Provamos o de laranja e o de chocolate. Ambos os sabores satisfazem o desejo por doces, mas o valor da fatia está bem pouco competitivo.
Bolo gelado de chocolate
Já o muffin de cenoura foi uma tristeza, pois estava muito seco. O atendente disse que o muffin de banana é o que mais sai. Provavelmente a fruta consiga umedecer melhor a massa. Uma pena, pois adoro bolo de cenoura.

E, para beber, a jarra de suco de laranja (R$15,00) rende três copos de 200ml aproximadamente. Sachês de stevia disponíveis na mesa completam o combo anti-inflamação intestinal.
Muffin de cenoura

Veredito: Comida boa, com sabor dentro do esperado, mas com preços um pouco exagerados diante do que é oferecido.

Notas:

Ambiente: 80%
Atendimento: 90%
Comida: 70%
Preços: 50%

Bolo do Bem

Rua Josephina Mandotti, 78
Guarulhos


(11) 2600-3831

Funcionamento:

2ª a 6ª das 9h às 20h
Sábado das 9h às 17h

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Cartomancia

Cartomancia é um método tradicional de adivinhação por meio de cartas de vários tipos. As modalidades mais populares utilizam baralho comum, cigano ou tarô. Em minha experiência, tenho percebido que o processo da consulta assume um caráter terapêutico em diversos aspectos, pois a leitura reflete conflitos da/o consulente.  

A modalidade de leitura com a qual trabalho emprega o baralho comum, e eu ofereço duas opções:

  • Na consulta simples é realizada uma leitura presente-futuro pelo preço de R$40,00;
  • Na consulta completa são realizadas duas leituras, sendo uma presente-futuro e uma passado-presente-futuro pelo preço de R$80,00. Nessa opção também é efetuada uma leitura específica sobre amor como brinde.  

O atendimento é feito por Skype mediante agendamento prévio.

Contato: pattykirsche@gmail.com

domingo, 15 de janeiro de 2017

50 Tons de Cinza, o filme - A experiência (Contém spoilers)

Originalmente postado no blog da Lola

Eu fiz mestrado em Estudos Culturais, sendo que trabalho na linha de Crítica da Cultura. Em minha dissertação de mestrado, eu analisei a sexualidade feminina na figura de vampiras e usei como objeto principal de análise a série "The Vampire Diaries". Eu foco principalmente em questões de gênero, sexualidade e corpo. Trabalho sempre com mídia de massa porque não acredito que seja possível classificar cultura como "baixa" ou "alta". Comentei com a Lola que havia visto e gostado do filme "Cinquenta tons de Cinza", e ela me pediu para escrever uma resenha. Então fiz uma rápida análise de algumas questões envolvendo a obra.  

Tentativa 1 - 12/02/2015 - 15h50 - sozinha

Dia de estreia, sessão estressantemente lotada. Experiência horrível. Perdi várias partes do filme.
§  Ouvi um rapaz na fila dizer que "a Ana é a piranha do Christian"
§  Uma mulher me chamou de vaca porque pedi pra não conversar durante o filme.  
§  Teve gente rindo ao ver os pelos púbicos da Dakota Johnson
§  Durante a primeira cena no playroom, quando Ana demonstra sentir prazer com a chicotada, uma moça disse: "Que vagabunda, está gostando"
§  Teve gente rindo na cena em que o Christian cheira a calcinha da Ana.

Tentativa 2 - 15/02/2015 - 13h00 - acompanhada por meu amigo Hiago

Sessão com poucas pessoas, todas educadas. Consegui ver o filme inteiro sem problemas.

Veredito: 
Eu gostei do filme. Achei muito rápido; muita informação foi cortada. Imagino que quem não leu os livros vai ter dificuldade de entender algumas coisas. Também achei que as cenas de sexo deveriam ter sido mais explícitas e detalhadas, mas sei que os estúdios trabalham muito para reduzir a classificação indicativa de filmes a fim de maximizar os lucros. Não vejo isso de forma positiva, entretanto. Aqui no Brasil o filme foi classificado para 16 anos, e BDSM é conteúdo adulto. Não é questão de moralismo, só acho que é preciso maturidade para lidar com o desafio psicológico que BDSM envolve.

O filme foi muito bem feito, com cenas grandiosas. O BDSM é apresentado como algo misterioso, cuja revelação é objeto de suspense, mas não como algo pecaminoso. Assistimos à Ana descobrindo sua sexualidade de forma bonita, como sujeito de seu próprio corpo, e não como objeto. E isso foi visivelmente deliberado, porque em várias cenas há elementos que a colocam no controle da situação; como no momento em que eles negociam o contrato ou quando Christian vai amarrá-la com a gravata e pergunta se é isso que ela quer.    

A atuação de Dakota Johnson foi incrível; ela é uma excelente atriz. Engraçada nos momentos cômicos, e com olhos que se enchem de lágrimas nas cenas dramáticas, ela trouxe muita expressividade para o longa.

O Jamie Dornan também foi bem, mas não tanto quanto ela. E confesso que sinto um certo prazer nisso, porque durante as filmagens ouvi muito que Dakota, com apenas 24 anos, não "aparentava" ter os 21 da personagem. Mas Jamie, com 32, não foi em nenhum momento questionado sobre interpretar um homem de 27.

Eu tinha boas expectativas com relação ao trabalho de Sam Taylor-Johnson, a diretora do longa, pois ela descreveu erotismo com muita sensibilidade no curta Love you more, 2007. E, de qualquer forma, fiquei feliz por ter uma diretora fazendo o trabalho porque imaginei que isso reduziria o "male gaze" nas cenas de nudez. Fiquei um pouco decepcionada porque, como uma amiga minha pontuou, o corpo da Dakota aparece muito mais que o corpo do Jamie.     

Agora, quanto à história... Tudo bem, os livros são mal escritos e cheios de clichês (deusa interior brigando com subconsciente, clichê do príncipe encantado, etc.). Mas nada que atinge milhões de pessoas é simplesmente desprezível. Por alguma razão, o conteúdo permite uma identificação muito fácil. E uma vez que virou filme, boa parte dos problemas da narrativa foram eliminados.
Eu vejo como um "guilty pleasure"; um produto cultural palatável com uma história que a gente sabe que vai ter final feliz, mas consome pelo entretenimento. Como é uma história erótica, não deixa de ser um exercício de sexualidade, e eu acredito profundamente que isso é saudável. A sexualidade das mulheres é muito reprimida.

E sobre as acusações de que a história descreve violência doméstica, eu vejo que são sempre justificadas por trechos descontextualizados do livro. O que é preciso lembrar é que se trata duma relação BDSM. Christian propõe uma tentativa, e Ana aceita. Ele não a força, inclusive dá duas palavras de segurança para ela. A questão é que as atitudes de Christian fazem sentido dentro dum D/S (dominação e submissão). Nem sempre o D/S se restringe ao playroom. Inclusive ele já havia sido submisso duma mulher quando começou a praticar BDSM, logo ele não segue a linha goreana.
(Goreana é a linha de BDSM baseada na série de livros ruins sobre o planeta Gor de autoria de John Norman. Nesse planeta mulheres, quando não são da realeza, são escravas, conhecidas como kajiras. As praticantes dessa linha não têm direito a ter limites nem palavras de segurança.)

A Ana gosta do playroom, mas não consegue se entrosar com a dominação fora dele. Ela acaba encerrando a relação, e o Christian a deixa ir embora. Ele respeita o desejo dela. E depois, quando volta a procurá-la, ele pergunta se ela não gostava de nada fetichista, e ela admite que gostava.    
Eu não vejo o Christian como um homem misógino. Em nenhum momento do livro ele trata mulheres como inferiores. Ele tem alguns momentos de privilégio masculino que eu acho profundamente irritantes, mas também acho que é um pouco irreal imaginar um homem que não tenha nenhum defeito. Eu não entendo por que Christian Grey não pode cometer erros. Ele erra e paga caro por seus erros ao longo da história; ao meu ver isso faz parte dos conflitos narrativos.

É interessante ninguém mencionar que ele é um homem generoso, que paga faculdade e tratamento médico para suas ex-subs além de remunerar muito bem seus funcionários e funcionárias. Ele é um homem com dificuldade de demonstrar afeto, que acaba se sentindo mais seguro abrindo a carteira.  
As tais "trevas" das quais Ana tanto quer afastar Christian não estão no BDSM, tanto que eles continuam praticando até o fim da história. Acontece que ele é um homem atormentado, com dificuldade de se comunicar, que não sabe se relacionar de forma que não seja BDSM. Como ele não aceita ser tocado em algumas partes do corpo (afefobia) devido a traumas de infância, o BDSM se mostrou uma alternativa para ele conseguir viver sua sexualidade.

E ainda há críticas sobre o BDSM praticado no livro. Bom, eu vi o Christian dando à Ana a chance de pesquisar a respeito, tirar dúvidas com ele, estabelecer os limites que desejasse. Após a cena de spanking ele provê aftercare, quando ela diz a palavra de segurança, ele cessa a atividade imediatamente. Sendo bem sincera, o Christian é um dominador bem fofo. Ele beija na boca, se preocupa com o prazer da parceira, é gentil na primeira vez da Ana...    

Mas, de qualquer forma, "50 tons" é um livro de ficção, e não um manual de BDSM. Nunca vi todas essas críticas contra "A História de O", uma história com rapeplay e sem aftercare na qual não vemos a protagonista consentir. Mas como é um clássico da literatura erótica, é meio que uma bíblia para a comunidade BDSM.

E independente do livro (ou do filme) ser "ruim", a verdade é que eu nunca vi uma bosta que agrada público masculino receber o ódio que "50 tons" tem recebido. A gente pode pegar qualquer filme babaca; "Velozes e Furiosos", por exemplo. Um bando de homens (e umas duas mulheres) dirigindo feito loucos e algumas partes de corpos femininos aparecendo de vez em quando para enfeitar as corridas. O ator bonitão até morreu ironicamente de acidente de carro, o que poderia trazer luz à questão dos riscos da velocidade, mas eu nunca soube dum movimento de rejeição à franquia.
É claro que existe uma questão de gênero aí. E esse fenômeno de rejeição a produtos que agradam mulheres é conhecido pela indústria cinematográfica, e é por isso que se evita fazer filmes para mulheres, infelizmente. Nunca vi tanto homem torcendo o nariz para cenas de sexo. É só dizer que mulheres gostaram dum produto erótico para que homens o rejeitem. Parece para mim que "50 Tons" virou algo como um judas; muita gente nem sabe por que está malhando, mas continua só pelo prazer de destruir.




sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Introdução ao BDSM


            A sigla BDSM se refere a um conjunto de práticas sexuais que proporcionam prazer para seus adeptos por meio da troca erótica de poder. Em geral, os adeptos desse estilo de vida o praticam num espaço de tempo conhecido como “sessão” ou “cena”. Essa sigla deve ser entendida em grupos de duas letras: 

            B/D: Bondage e Disciplina; técnicas de amarrar e dominar pessoas com cordas de vários tipos ou correntes, causando desconforto e às vezes dor. 

            D/S: Dominação e Submissão, o que não necessariamente inclui o uso de dor. Implica que a pessoa submissa obedeça às ordens da pessoa dominadora. Nesse caso existe a possibilidade de que o relacionamento siga em sistema 24/7, em que as regras persistem por tempo integral, vinte e quatro horas por dia nos sete dias da semana.

            S/M: Sadismo e Masoquismo ou Sadomasoquismo, que se refere a relações nas quais existe uma imposição de sofrimento físico ou humilhações de uma pessoa a outra. 

            Todos esses conjuntos de manifestações sexuais podem ter homens e mulheres em posição de dominação ou submissão. Não existe uma obrigatoriedade de papel pelo gênero.
            Alguns outros termos:
            Top: Termo usado para identificar quem controla a cena. É diferente de Dom ou Domme porque não se refere apenas à relação D/S, mas também às relações B/D e S/M.
            Bottom: Termo empregado para identificar a pessoa que é conduzida em qualquer cena. É diferente de Sub porque se refere às pessoas conduzidas nas cenas B/D e S/M também.
            Dom/Domme: Quem exerce a dominação dentro de cenas que envolvem D/S.
            Sub (submisso ou submissa): A pessoa que é dominada em cenas que envolvem D/S.
            Baunilha: Relação sexual que não envolve BDSM.
            TPE: Em inglês "Total Power Exchange", significa total troca de poder com fins de satisfação erótica.
            Gor: Nome dum planeta ficcional onde é ambientada a série de livros conhecida como "Saga Goreana", série essa que versa sobre histórias eróticas em que mulheres são escravizadas. O autor desses livros é um docente estadunidense que utiliza o nome literário "John Norman". Parte dos praticantes de BDSM se identificam como "goreanos", pois tentam imitar a realidade dessas histórias em suas cenas.
            SSC: São, Seguro e Consensual. Refere-se a um conjunto de diretrizes a serem seguidas para se reduzir os riscos envolvidos nas relações BDSM.
            Palavra de Segurança ou Safeword: Palavra ou palavras que podem ser ditas pelo bottom a fim de se reduzir a intensidade da cena ou interrompê-la imediatamente.   
            Limites: Práticas das quais uma pessoa não deseja participar. Podem ser classificados como "leves", quando a pessoa está disposta a tentar, ou "duros", quando a pessoa não deseja fazer de forma alguma. 
            Conhecer o vocabulário é fundamental para o entendimento das práticas BDSM, pois facilita o entendimento no momento da negociação. A exploração das fantasias BDSM pode e deve ser feita com respeito e responsabilidade. É muito importante buscar informação e ter cuidado na escolha de com quem se relacionar, pois infelizmente existem aventureiros que querem impor sua forma de ver o BDSM apostando na inexperiência de outros praticantes. No mais, é preciso manter a mente aberta, procurar entender os próprios desejos e evitar julgamentos. BDSM é sobre prazer mútuo, e não sobre violência.